Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Cerca de 6 mil perus de corte deverão ser sacrificados após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A medida faz parte dos protocolos sanitários para eliminar o vírus e evitar que a doença se espalhe para outras propriedades.
As aves permanecem no estabelecimento, que foi interditado, e não foram destinadas à produção de carne para consumo. Após a eliminação dos animais, a propriedade deverá passar por limpeza, desinfecção e outros procedimentos previstos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
As informações foram apresentadas pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (19), em Brasília.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a confirmação da doença ocorreu após a coleta de amostras entre 21 de setembro e 14 de outubro e a realização de análises laboratoriais.
Monitoramento em quatro municípios
Além da interdição da granja onde o foco foi identificado, o Ministério da Agricultura, em conjunto com o Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, vai monitorar aproximadamente 133 propriedades na região.
A área de restrição abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.
As equipes técnicas farão visitas às propriedades, avaliações clínicas das aves e coleta de amostras, que serão encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). O objetivo é identificar possíveis sinais da doença e verificar se houve circulação do vírus em outros estabelecimentos.
Neste momento, não está previsto o recolhimento de produtos nem a devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região.
Consumo de carne e exportações
Durante a coletiva, o ministro André de Paula afirmou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial não representa risco à saúde humana em razão da ocorrência.
"Eu queria destacar, porque acho que é importante a gente enfatizar, que o consumo dessa carne não traz nenhum risco às pessoas", declarou.
O Ministério da Agricultura também está providenciando a comunicação oficial do foco aos países que mantêm relações comerciais com o Brasil. Eventuais restrições às exportações deverão seguir os acordos sanitários estabelecidos individualmente com cada mercado.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se