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Terça-feira, 16 de Junho de 2026
Mega-assalto no Paraguai: quadrilha explode bancos, rende policiais e cerca cidade de Santa Rita

Policial

Mega-assalto no Paraguai: quadrilha explode bancos, rende policiais e cerca cidade de Santa Rita

A ação ocorreu por volta das 2h

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Uma quadrilha fortemente armada promoveu um ataque de grande proporção na madrugada desta terça-feira (16) em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, no Paraguai. Mais de 20 criminosos encapuzados, portando fuzis e explosivos, invadiram a área central da cidade, explodiram agências bancárias, renderam policiais e bloquearam os acessos ao município durante a fuga.

A ação ocorreu por volta das 2h e teve como alvos as agências do Banco Familiar, Banco GNB e Banco Ueno, além da Casa de Câmbio Santa Rita. Segundo informações da Polícia Nacional, os assaltantes iniciaram a operação neutralizando uma equipe policial da Unidade Móvel da 18ª Delegacia que realizava patrulhamento na região.

O sargento Leonardo Acosta foi rendido e desarmado pelos criminosos, que também levaram um fuzil pertencente à corporação. Os demais policiais conseguiram deixar a viatura e se abrigar às margens da rodovia, de onde trocaram tiros com os assaltantes.

Com a área sob controle, os criminosos utilizaram explosivos para destruir as estruturas do Banco Familiar e do Banco GNB. As autoridades ainda apuram a quantia eventualmente levada das instituições. No Banco Ueno, duas funcionárias e um segurança foram feitos reféns. Apesar da invasão, o gerente informou que não houve roubo de dinheiro na agência.

A quadrilha também entrou na Casa de Câmbio Santa Rita. No local, peritos encontraram um artefato explosivo que não chegou a ser detonado. De acordo com os responsáveis pelo estabelecimento, nenhum valor ou objeto foi levado.

A fuga foi executada de forma coordenada. Os criminosos incendiaram dois veículos, posicionados nas entradas norte e sul da cidade, bloqueando temporariamente os acessos. Além disso, espalharam pregos pela pista para dificultar a perseguição policial.

Após o ataque, o Sistema de Emergência emitiu alerta máximo para todas as unidades policiais do Alto Paraná. Equipes das regiões de Caazapá, Caaguazú e Itapúa também foram mobilizadas para auxiliar nas buscas. Peritos, investigadores e representantes do Ministério Público foram deslocados para o local.

Pela dimensão da operação, autoridades tratam o caso como uma ação criminosa de alta complexidade. O uso de armamento pesado, explosivos, veículos de apoio e estratégias para neutralizar forças de segurança e bloquear rotas de acesso reforça a suspeita de envolvimento de grupos criminosos altamente organizados com atuação transnacional na região de fronteira.

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FONTE/CRÉDITOS: AHORACDE
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