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Pedro Alliana, do Partido Colorado, assumiu a presidência do Paraguai após a destituição de Santiago Peña por impeachment. O até então vice-presidente ficará responsável por concluir o mandato presidencial, previsto para terminar em agosto de 2028.
Em seu primeiro discurso, Alliana anunciou uma mudança nas prioridades do governo, com maior atenção aos problemas internos do Paraguai e cobrança de resultados dos integrantes da administração pública.
"Vou ser um presidente que se ocupa do Paraguai internamente", declarou, em tradução do espanhol.
O novo presidente também enviou um recado direto aos ministros, dirigentes de instituições públicas e demais funcionários do Estado.
"A partir dos próximos minutos, terão um chefe que exige gestão, qualidade de gestão e sacrifício na gestão", afirmou.
Alliana criticou o foco dado às atividades internacionais e defendeu que os integrantes do governo concentrem esforços no atendimento às necessidades da população paraguaia.
"Neste período, já se fez o suficiente no exterior", disse.
O presidente determinou que viagens oficiais sejam realizadas apenas quando houver motivos inadiáveis e que o trabalho dentro do território nacional seja tratado como prioridade absoluta.
"Peço aos ministros que viajar seja por uma razão inadiável e que trabalhar nos territórios da pátria seja a prioridade absoluta", declarou.
Alliana também destacou o tempo restante de governo, lembrando que o mandato termina em 15 de agosto de 2028.
A mudança no comando do Executivo também traz consequências jurídicas para Santiago Peña. Com a destituição por impeachment, em vez da aceitação de uma renúncia, o ex-presidente perde o direito à imunidade e à vaga de senador vitalício, ficando sujeito a possíveis investigações e processos na Justiça comum.
A destituição de Peña ocorreu nesta sexta-feira (6), após o Senado aprovar o impeachment por 44 votos a favor. O julgamento foi motivado pela crise financeira envolvendo o Ueno Bank, instituição que entrou em colapso e deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos.
O ex-presidente é alvo de suspeitas relacionadas à administração de recursos públicos e a possíveis conflitos de interesse envolvendo o banco. Peña nega irregularidades.
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