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Quinta-feira, 18 de Junho de 2026
Quatro são presos em operação nesta quinta (18) em Santa Helena; um é servidor público

Policial

Quatro são presos em operação nesta quinta (18) em Santa Helena; um é servidor público

O agente é apontado como o verdadeiro proprietário de uma das empresas

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27 mandados de busca e apreensão e quatro pessoas acabaram presas em flagrante por posse irregular de armas de fogo durante operação realizada em Santa Helena para investigar supostas fraudes em licitações do transporte escolar municipal e intermunicipal. 

"Foram apreendidos celulares, computadores e documentos, exatamente para verificar se existem outros indivíduos envolvidos nesse esquema e apurar a responsabilidade de cada um", afirmou o delegado Rogerson Luiz Ribas Salgado.

As investigações tiveram início a partir de denúncias recebidas durante a Operação Evoluir I, que tratava de outro tipo de irregularidade. Conforme a Polícia Civil, um dos investigados daquela operação também seria um dos articuladores do esquema envolvendo contratos do transporte escolar.

A apuração indica que diversas empresas estariam registradas em nome de terceiros, conhecidos como "laranjas", e que teria havido uma articulação para afastar concorrentes e manter os descontos oferecidos nas licitações em patamares baixos. "Os valores pagos hoje em Santa Helena são bem superiores aos praticados em municípios vizinhos", destacou Rogerson.

Entre os investigados está também um agente público, apontado pela polícia como o verdadeiro proprietário de uma das empresas envolvidas, embora ela não esteja registrada em seu nome.

As investigações ainda apontam possíveis crimes de fraude em licitação, falsidade ideológica, formação de cartel, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação mobilizou cerca de 120 policiais civis, com apoio de equipes da 5ª e da 20ª Subdivisões Policiais, do Denarc e dos núcleos do Gaeco de Cascavel e Foz do Iguaçu.

As empresas investigadas continuam operando normalmente. Segundo a Polícia Civil, somente após a análise do material apreendido e das informações bancárias e fiscais será possível definir se novas medidas cautelares serão solicitadas ao Poder Judiciário.

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FONTE/CRÉDITOS: Catve e CGN
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