O julgamento do acusado pelo crime que ficou conhecido como “chacina da Bonifácio”, ocorrido em São José das Palmeiras, terminou com a absolvição do réu nesta quarta-feira (10), em júri popular realizado na Comarca de Santa Helena. Por decisão dos jurados, foi reconhecida a existência do crime, mas não houve comprovação da autoria por parte do acusado, o que resultou em sua absolvição e revogação da prisão preventiva que pesava contra ele.
O caso, ocorrido em 2021, chocou a região. Na ocasião, Rosilene Oliveira foi morta a tiros, e outras três pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança. De acordo com a polícia, as informações indicavam que o verdadeiro alvo do atentado seria Jurandir, com quem os envolvidos estariam em desacordo por questões ligadas ao tráfico de drogas. Jurandir, inclusive, foi morto recentemente, em um homicídio relacionado a outro fato.
Durante o júri, o promotor de Justiça Ítalo João Chiodelli destacou a gravidade do crime, classificando-o como uma tentativa de chacina. “Sustentamos que existiam provas suficientes para condenar o acusado, mas o Conselho de Sentença entendeu que não havia provas da autoria e deliberou pela absolvição”, declarou. O Ministério Público afirmou que irá avaliar a possibilidade de recorrer da decisão. “Ainda não é uma decisão definitiva. Vamos analisar com serenidade e, eventualmente, buscar um novo julgamento”, completou.
Por outro lado, o advogado de defesa Juliano Fross celebrou o resultado, ressaltando o desafio enfrentado no caso. “Essa defesa foi dura. Atuamos contra tudo e contra todos. Até mesmo contra o próprio réu, que, desesperado, chegou a prejudicar o processo em alguns momentos”, relatou. “Mas hoje os jurados entenderam nossa tese e não reconheceram a autoria, levando à absolvição.”
O réu deixa o processo em liberdade, a não ser que esteja envolvido em outras ações judiciais em andamento.
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