Dois casos de estelionato envolvendo um falso advogado foram registrados nesta quinta-feira (20), em Santa Helena. Os criminosos utilizaram a fotografia do advogado verdadeiro das vítimas para aplicar golpes relacionados a processos de aposentadoria.
No primeiro caso, um morador compareceu à Organização Policial Militar por volta das 7h20 para relatar que havia sido vítima de fraude. Segundo o relato, no dia 14 de agosto, por volta das 9h, ele recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um indivíduo que se passou por seu advogado, profissional que o auxilia nos trâmites de sua aposentadoria.
A vítima acreditou na abordagem porque o criminoso utilizava a fotografia verdadeira do advogado no aplicativo. Convencido de que conversava com o profissional, o morador acabou fornecendo senhas, dados de contas bancárias do Sicredi, Sicoob, Caixa Econômica Federal e Santander, além de códigos de acesso ao portal relacionado à sua aposentadoria.
Na manhã desta quinta-feira (20), ao acessar os aplicativos bancários, percebeu que haviam sido realizados saques não autorizados de R$ 7 mil da conta do Sicoob e de R$ 3.650 da Caixa Econômica Federal. Conforme o relato, algumas das transferências teriam sido realizadas em nome de uma pessoa identificada como Kaike de Souza Pestana Augusto. O número utilizado pelo golpista foi identificado como (45) 99135-7339.
Ainda na noite desta quinta-feira, por volta das 20h, duas mulheres procuraram a Polícia Militar para relatar que também haviam sido vítimas do mesmo tipo de golpe.
Segundo as vítimas, por volta das 18h, um homem entrou em contato pelo WhatsApp utilizando novamente a fotografia do advogado. O estelionatário afirmou que ambas possuíam ações judiciais relacionadas à aposentadoria e que haveria um ganho financeiro iminente de aproximadamente R$ 50 mil.
Por acreditarem que estavam realmente em contato com o advogado responsável pelos processos, as mulheres seguiram as orientações recebidas. Elas abriram contas no aplicativo Mercado Pago e transferiram valores que estavam depositados no Sicredi.
Uma das vítimas realizou uma transferência via Pix de R$ 6.400, enquanto a outra transferiu R$ 10.300, totalizando R$ 16.700 no segundo caso.
Diante dos fatos, as vítimas foram orientadas pela Polícia Militar quanto aos procedimentos cabíveis.
Os casos servem como alerta para que a população redobre a atenção com mensagens recebidas por aplicativos, mesmo quando o contato utiliza nome, fotografia ou outras informações de uma pessoa conhecida. Em situações envolvendo movimentações financeiras, senhas ou dados bancários, a recomendação é confirmar a identidade do solicitante diretamente com o profissional, utilizando um número de telefone já conhecido, antes de realizar qualquer transferência ou fornecer informações pessoais.
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