A Polícia Civil do Paraná, por meio da equipe de investigação da Delegacia de Polícia de Santa Helena, cumpriu, na tarde desta quinta-feira (20), um mandado de prisão temporária expedido pelo Juízo Único da Comarca de Santa Helena, no âmbito de uma investigação que apura crimes relacionados à violência sexual contra uma criança.
A investigação teve início no mês de julho, após a Polícia Civil receber um aparelho celular que havia sido encontrado, sendo que o proprietário teria extraviado o aparelho celular.
Após autorização judicial, Setor de Inteligência - NIPOL da 20ª Subdivisão da Policía Civil de Toledo, realizou a extração forense dos dados contidos no aparelho celular. Na sequência, foram realizadas as análises técnicas necessárias para subsidiar o prosseguimento das investigações, ocasião em que foi identificado arquivo contendo cenas que, registraram abuso sexual infantil.
A partir das informações obtidas durante as diligências e dos resultados da perícia realizada no aparelho celular, foi possível reunir, no decorrer da investigação, elementos que subsidiaram a representação pela prisão temporária. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário. Conforme a decisão judicial, a investigação apura, em tese, a prática dos crimes previstos no artigo 217-A do Código Penal e no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.
De posse da ordem judicial, a equipe da Delegacia de Polícia de Santa Helena realizou diligências no município de Marechal Cândido Rondon, onde o investigado foi localizado e preso no momento em que desembarcava de um ônibus. A ação contou com o apoio da Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado à Cadeia Pública de Marechal Cândido Rondon, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar eventual participação de outras pessoas e adotar as medidas necessárias à proteção e à preservação dos direitos e da integridade da vítima.
A instituição reforça que crimes contra crianças e adolescentes recebem tratamento prioritário e que qualquer informação relacionada a situações de violência ou exploração sexual deve ser comunicada imediatamente às autoridades competentes.
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