Completados mais de 40 anos de sua criação, o Refúgio Biológico Santa Helena, na cidade de Santa Helena, no oeste paranaense, é uma destacável iniciativa de reflorestamento. Após a formação do Lago de Itaipu, na década de 1980, houve o interesse em transformar a área em unidade de conservação, iniciando um processo de plantio, que utilizou 46 espécies vegetais nativas e exóticas, tais como Jambolão, pitanga, guabiroba, ipê-roxo, araçá.
Atualmente, o que se vê é um verde predominante nessa reserva que ocupa 1482 hectares, sendo considerada uma Área de Relevante Interesse Ecológico, categoria que, segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, o SNUC, visa preservar ecossistemas de importância regional ou local, regulando o uso das áreas para conciliar conservação e atividades humanas.
O que se vê também é a presença de uma significativa biodiversidade, incluindo insetos, aracnídeos, anfíbios, répteis, peixes, aves e mamíferos, o que chamou a atenção da Itaipu e de pesquisadores.
Criado em 2018, o núcleo atua nos eixos água, biodiversidade, clima, território e saneamento, com foco na geração de conhecimento para a tomada de decisões sustentáveis.
As pesquisas desenvolvidas no Refúgio Biológico de Santa Helena fazem parte do eixo Biodiversidade nesta fase 2 do NIT, que vai de 2023 a 2027. Por intermédio do NIT, o Itaipu Parquetec financia pesquisas voltadas ao inventário de Fauna e Flora do RBSH.
O objetivo geral da proposta de pesquisa é analisar a comunidade de mamíferos no Refúgio Biológico Santa Helena, investigando sua riqueza, abundância, ocupação e interações com a comunidade vegetal, além de avaliar os impactos das atividades antrópicas sobre esses grupos. Adicionalmente, busca-se caracterizar o estado de conservação das espécies na área e promover a disseminação de conhecimento sobre a mastofauna por meio de abordagens em educomunicação, visando diversos públicos interessados, como pesquisadores, estudantes, gestores e comunidades locais.
A presente proposta tem como objetivo geral inventariar a biodiversidade de anfíbios e répteis do Refúgio Biológico Santa Helena, avaliar o efeito das áreas de reflorestamento com cultivo monoespecíficos sobre a estrutura das comunidades de anfíbios e répteis, verificar a prevalência de quitrídeo na comunidade de anuros e investigar a possível origem dos organismos que colonizaram o refúgio.
Assista ao documentário sobre o inventário feito por pesquisadores no RBSH.
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