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Domingo, 18 de Outubro 2026
Policial

Policiais de Vera Cruz do Oeste e Céu Azul são investigados por corrupção e comércio ilegal de armas

As operações Clear Sky e Vera Cruz foram deflagradas na manhã desta quinta-feira

Policiais de Vera Cruz do Oeste e Céu Azul são investigados por corrupção e comércio ilegal de armas
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Drones de alta performance, câmeras escondidas em estradas rurais e monitoramento em tempo real da movimentação policial fazem parte do esquema investigado pelo Gaeco no Oeste do Paraná.

As operações Clear Sky e Vera Cruz foram deflagradas na manhã desta quinta-feira (28) pelos núcleos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Cascavel e Foz do Iguaçu.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste.

Segundo o Ministério Público do Paraná, entre os investigados estão nove policiais militares e um policial civil suspeitos de corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica e comércio ilegal de armas.

Monitoramento clandestino na fronteira

Conforme as investigações, o grupo utilizava drones e câmeras clandestinas instaladas em pontos estratégicos da região de fronteira para acompanhar fiscalizações e deslocamentos policiais.

Os equipamentos teriam sido posicionados em estradas rurais, postos de combustíveis e até nas proximidades da Aduana Brasileira.

A estrutura permitia monitorar em tempo real a circulação de compristas vindos do Paraguai, além da movimentação de equipes policiais e aduaneiras.

Propina e "passe livre"

As investigações apontam que os policiais utilizariam viaturas e a própria estrutura pública para realizar abordagens irregulares de compristas.

Segundo o Gaeco, mediante pagamento de propina, os envolvidos garantiriam "passe livre" para o transporte de mercadorias estrangeiras.

O Ministério Público também afirma que parte dos produtos apreendidos, principalmente eletrônicos de alto valor, seria desviada e não encaminhada aos órgãos responsáveis.

Venda ilegal de armas

Outro ponto investigado envolve suspeitas de comércio ilegal de armas e munições.

As apurações indicam que integrantes do grupo também teriam prestado serviços particulares de segurança armada em uma propriedade rural na Bahia.

Os materiais apreendidos durante a operação passarão por perícia e devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

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FONTE/CRÉDITOS: Catve

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