A internet está cada vez mais presente em nossas vidas e com ela as novas tecnologias, que de certa forma traz comodidade e interação, como por exemplo na segurança pública com câmeras de monitoramento inteligentes que podem identificar um veículo ou uma pessoa, ou com a automação das residências que com um simples comado de voz pode acender ou apagar a luz, ou ligar e desligar um aparelho.
Eu Por outro lado, também este avanço tecnológico, trouxe novos crimes (ciber crimes) com poucos profissionais qualificados para resolve-los. Em recente estudo realizado pela UDNDC (United Nations Office onDrugs and Crime) estima-se que o custo global dos crimes cibernéticos chega algo em torno de $ 600 bilhões de dólares.
Os crimes relacionados ao crime cibernético, como a propagação de malware, ransomware e hacking, o uso de outros programas para o roubo de dados financeiros, a exploração sexual infantil on-line e o abuso, todos têm algo em comum além do termo “ciber” todos são crimes. (Fonte: https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2018/04/artigo_-atuando-para-deter-o-cibercrime.html)
No Brasil, houve no primeiro semestre em 2022, 31,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos a empresas. O número é superior a 94% superior na comparação com o primeiro semestre do ano de 2021, quando foram registrados 16,2 bilhões de registros.
Segundo um levantamento realizado pela empresa FORTINET, empresa de soluções em segurança cibernética, a justificativa de tantos ataques no Brasil é o baixo investimento em cibersegurança. (Fonte: https://www.fortinet.com/br)
O Decreto n° 9.637/2018 institui a Política Nacional de Segurança da Informação (PNSI) que abrange a segurança cibernética, defesa cibernética, segurança física e proteção de dados organizacionais.
O levantamento da FORTINET demonstra preocupações com golpes mais sofisticados, como o ransomware que “é um tipo de malware para sequestro de dados, caracterizado pelo pedido de resgate por parte dos criminosos. Os dados da vítima são criptografados e usados como refém. Para recuperar o acesso, a empresa ou pessoa física tem que pagar certa quantia aos criminosos, que normalmente requer o pagamento em criptomoedas” visto a dificuldade de rastreio. (Fonte: https://www.fortinet.com/br)
Diariamente ou semanalmente a maioria das pessoas tem recebido mensagens de texto no celular, por e-mail, e vez ou outra aparece telas no computador, tablet ou smartphone com push (mensagens encaminhadas por sites ou aplicativos que aparecem na tela principal do celular, mesmo ele estando bloqueado) “click here” uma vez clicando nessas telas o computador, tablet ou smartphone pode ser hackeado.
Outra forma comum e atual de ciber crime, são perfis falsos nas redes sociais que enviam mensagem para o sexo oposto ou igual na tentativa do flerte, e quando são respondidos inicia conversas no privado e o pedido de fotos intimas, acabando por extorsão por pagamento de quantia por PIX, sob a ameaça de expor a imagem da pessoa nas redes sociais e denunciar as autoridades policiais.
As pessoas devem estar atentas aos novos tipos de crimes cometidos através das tecnologias, principalmente pelas redes sociais, todo cuidado ao navegar em sites desconhecidos, em atender ligações de números que não sejam da agenda pessoal, mensagens de texto de aplicativo, toda cautela para fazer negócios nas redes sociais, caro leitor provavelmente já deve ter ouvido falar que alguém caiu em um golpe que parecia fácil de descobrir, no entanto, esses criminosos são ardis e treinados tentando fraudar, extorquir, ludibriar as pessoas de bem com o fim ilícito de obter vantagem indevida.
Caso esteja sendo vítima de algum ciber crime, procure as autoridades constituídas, Polícia Civil (45 3268-1184) ou Polícia Militar (45 3268-3708) ou 190.
Para saber mais sobre o assunto, procure um profissional especializado na área de cibersegurança para sanar suas dúvidas.
por Hugo Alves da Silva, advogado, inscrito na OAB/PR n° 97.472, com escritório profissional na Rua Santo Antônio, n° 559, bairro Progresso, Telefone (45) 3268-3482 / (45) 99918-5990.
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